Carreiras: veja como se tornar Back-end Clojure

Entre as várias linguagens que podem ser usadas no back-end está o Clojure, que foi lançada em 2007. Embora ela não tenha tanta popularidade, como o Java, pode ser um diferencial no seu currículo como programador(a). Portanto, veja agora como seguir a carreira de Back-end Clojure. 

Ela é conhecida por ser dinâmica, pertencer à família das linguagens funcionais, ser utilizada em back-end, front-end e mobile, inclusive, em profissões de Análise de Dados. 

Veja neste artigo um resumo do que é a linguagem, empresas que a utilizam, como se tornar um DEV Clojure e como está o mercado. 

O que é Clojure? 

Clojure é uma linguagem de programação funcional, assim como Scala, Erlang e Haskell. Ela foi criada em 2007 por Rich Hickey como uma versão moderna de Lisp, que você conhecerá melhor ainda neste artigo. 

Apresenta um amplo conjunto de estruturas de dados. Além disso, oferece um sistema de memória transacional de software e agente reativo. Logo, seu design é limpo e correto. 

O Clojure se baseou na linguagem Lisp. Ela, por sua vez, é uma família de linguagens que foi criada por John McCarthy em meados de 1958. 

Basicamente, ela define que é possível usar funções matemáticas para estruturar dados elementares. Portanto, o Clojure também utiliza essa mesma base. 

É interessante porque, nos anos 70 a 80, o Lisp se tornou a principal linguagem usada por desenvolvedores(as) com projetos de inteligência artificial. 

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Com o tempo, muitos dos recursos de Lisp foram transformados. Ele ainda é adotado pelos DEVs, ainda mais porque a abordagem para o code-as-data e o seu sistema de macro ainda lhe são diferenciais. 

Assim, as listas em Lisp são tão importantes quanto os mapas, conjuntos e vetores de Clojure. 

Especificidades

Confira a seguir algumas especificidades da linguagem Clojure que impactam diretamente na carreira de Back-end Clojure. 

Programação funcional: segue a filosofia de que programas funcionais são mais robustos. Além disso, fornece as ferramentas adequadas para evitar o estado mutável, fornece funções e valoriza a iteração recursiva. 

Polimorfismo em tempo de execução: a linguagem oferece mecanismos simples para polimorfismo em tempo de execução. Basicamente por isso, o Clojure é mais fácil de receber alterações. 

Programação simultânea: ela simplifica a programação multithread, logo, é mais prática e permite mudanças, sem que seja necessário evitar os conflitos manualmente. 

Hospedado na JVM: a linguagem utiliza a biblioteca Java, oferecendo a notação ponto-alvo-membro. Mas, além disso, é projetada para ser hospedada e para compartilhar o sistema de tipo JVM. 

Quais empresas utilizam Clojure?

Ser um Back-end Clojure é uma boa saída para desenvolvedores(as) que estão entrando no mercado de trabalho ou pensando em migrar de carreira. 

Como foi dito inicialmente, ela ainda não é conhecida de todos, mas para se ter uma ideia, grandes empresas a utilizam, como: 

  • Nubank;
  • Walmart;
  • Puppet Labs; 

O Nubank, inclusive, responde pela Cognitect, empresa que fornece suporte comercial para Clojure. 

Acrescentando que a última versão da linguagem é a 1.10, que foi lançada em 2018. 

O que faz um Back-end Clojure? 

O Back-end Clojure developer é o(a) profissional dedicado ao desenvolvimento back-end, mas com a linguagem Clojure. 

Basicamente, ele exerce as mesmas funções de outro(a) profissional da área, como atuar em tudo o que está “por trás” de uma aplicação web, programando, codificando e testando. 

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Quando acessamos um website, devemos saber diferenciar a atuação do Back-end e do Front-end. A primeira é realizar tudo que diz respeito às informações trocadas entre navegador e banco de dados. Já a segunda é desenhar a interface gráfica e garantir o seu bom funcionamento. 

Existem muitas linguagens no back-end, como HTML, CSS, Python e Ruby, por exemplo. Mas o Clojure vem crescendo em participação. Uma pesquisa do Stack Overflow mostra que ele é o mais usado por 1,4% dos developers em todo o mundo. 

Afinal, uma das vantagens do Clojure é ser uma linguagem mais objetiva, que permite escrever um código mais conciso. 

Um case de sucesso do Clojure é, mais uma vez, o Nubank. “Na época em que o Nubank foi fundado, Clojure pareceu a melhor opção para os problemas que precisávamos resolver. Hoje, com mais de 15 milhões de clientes, todas as áreas do Nubank usam Clojure e mais de 90% dos microsserviços são escritos nessa linguagem”, cita um trecho do blog do Nubank sobre a escolha da linguagem. 

Dicas para quem está começando 

Portanto, se você está interessado em aprender mais sobre a linguagem, é interessante buscar informações na comunidade de desenvolvedores(as) Back-end Clojure. 

Mas a dica número 1 é conhecer o básico em Java e ir se aprofundando. Inicialmente, é interessante tocar um projeto solo usando Clojure. Depois, ao adquirir mais conhecimento, ir para um projeto da empresa. 

Já as empresas e startups que pensam em utilizar a tecnologia e ainda não têm pessoal qualificado na equipe, é importante saber que terá que formar profissionais para só então aplicar o Clojure de vez em sua base tecnológica. 

Conclusão 

Portanto, como você viu, ser um Back-end Clojure é um diferencial no mercado, que pode inclusive ser melhor recompensado financeiramente. O salário pode chegar a R$ 18 mil para nível Sênior. Gostou das dicas? Então, conheça agora a Coodesh. Somos uma startup de recrutamento de profissionais de tecnologia. Você pode conferir vagas para DEVs aqui e se cadastrar na plataforma gratuitamente.

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