Kotlin no back-end: o que você precisa saber para começar

Kotlin no back-end é uma evolução da linguagem que foi criada, inicialmente, para o desenvolvimento na plataforma Android. Relativamente nova, ela passou a ser utilizada pelos developers que buscam praticidade e segurança. Hoje em dia ela está entre as 15 linguagens mais utilizadas no mundo. 

Então, que tal conhecer melhor essa linguagem que vem sendo cada vez mais requisitada nas vagas de emprego e utilizada nas equipes de desenvolvimento de empresas e startups? 

Confira neste artigo informações e curiosidades sobre o Kotlin. 

Descrição 

O Kotlin é uma linguagem de programação completamente open source, multiplataforma e multiparadigma. 

Ela tem forte influência de C#, Scala, Groovy e JavaScript. Na prática, ela é conhecida como a nova Java, embora muitas pessoas desenvolvedoras ainda prefiram utilizar a anterior. 

Atualmente, o Kotlin é patrocinado pela Kotlin Foundation, uma organização sem fins lucrativos formada pela JetBrains e pela Google.

O Kotlin suporta tanto programação funcional quanto orientação a objetos, o que possibilita tirar o melhor proveito de cada um.

Criadores 

O Kotlin foi criado em 2010 pelo engenheiro de software da empresa JetBrains, Andrey Breslav. No entanto, a primeira versão estável foi lançada apenas em 2016. 

Aliás, a JetBrains é a empresa responsável por outras ferramentas de desenvolvimento já conhecidas, como WebStorm, PhpStorm, Resharper e IntelliJ IDEA. 

Curiosidade 

O nome Kotlin é referência a uma ilha russa localizada no mar Báltico. Só para acrescentar, o criador da linguagem, Andrey Breslav, se inspirou na escolha do nome da linguagem Java, que também é o mesmo de uma pequena ilha, só que na Indonésia. 

Como funciona 

O Kotlin tem o seu processo de compilação e execução na JVM, utilizando assim a infraestrutura da plataforma Java. 

O interessante é que ele é interoperável com o Java, pois as duas linguagens são compiladas para bytecode, que é um código intermediário executado pela JVM. 

Assim, é possível utilizar os frameworks Spring e Hibernate, por exemplo, que já são usados em Java. 

Mas, aos poucos, também estão surgindo frameworks e bibliotecas específicas para o Kotlin, como o Ktor (para desenvolvimento web), o Exposed (um framework da JetBrains). 

IDEs mais comuns 

Não é possível falar em Kotlin no back-end sem citarmos o IDE mais utilizado que é o IntelliJ IDEA. Aliás, esse IDE também foi criado pela mesma empresa que desenvolveu o Kotlin, a JetBrains. 

Embora exista uma versão paga deste IDE, a versão gratuita tem várias funcionalidades e atende às necessidades da pessoa desenvolvedora. 

Vantagens do Kotlin no back-end 

Entre as vantagens de programar com Kotlin no back-end está o fato de ela ser uma linguagem null safety. Assim, ela faz uma distinção clara daquilo que pode ser nulo. 

Por exemplo, uma variável com um texto que tem o tipo string mostra ao compilador que a variável pode conter null, forçando um tratamento especial por parte do developer. 

Existem mais algumas vantagens. Veja: 

  • É funcional e orientada a objetos; 
  • Interoperável com Java; 
  • Open source; 
  • Permite ser utilizado com vários frameworks e bibliotecas;
  • Pode ser utilizada no desenvolvimento de apps Android e no back-end; 
  • Tem um código mais enxuto. 

Quem a utiliza 

Apesar de ser nova em relação a outras linguagens, vem sendo bastante utilizada pelas empresas e startups, especialmente após 2016, quando se tornou de código aberto. 

Confira algumas empresas que utilizam o Kotlin nas suas aplicações: 

  • Amazon;
  • BTG Pactual Digital;
  • Contabilizei;
  • Creditas;
  • Google;
  • Itaú;
  • JetBrains;
  • Mercado Livre;
  • Pinterest;
  • Prezi;
  • Slack;
  • Uber. 

Vale a pena aprender? 

Aprender Kotlin no back-end é uma excelente opção para iniciantes. Nesse sentido, é bom lembrar que a linguagem está entre as 15 mais usadas no mundo. Isso segundo a pesquisa Stack Overflow de 2021. 

O Kotlin aparece na 15ª posição no ranking das linguagens mais usadas, com 8,32% da preferência das pessoas desenvolvedoras. 

A primeira posição é ocupada pelo JavaScript, que está há nove anos como a linguagem de programação mais comumente usada.  

Qual é o salário na área? 

O salário do desenvolvedor ou desenvolvedora Kotlin varia conforme o perfil, o porte da empresa e a região. Mas, pode-se dizer que, em média, a pessoa desenvolvedora dessa área ganha R$ 8 mil mensais. 

Portanto, pode-se considerar uma das carreiras mais requisitadas e que tem ainda mais espaço para crescer devido à participação no mercado, às características de ser interoperável e de código atraente. 

Conclusão 

A linguagem Kotlin tem conquistado o seu espaço nos times de desenvolvimento devido às suas características que atribuem mais segurança, flexibilidade e praticidade na hora de codar. 

O mais interessante é que ela surgiu para rodar para a plataforma Android, mas acabou encontrando a preferência no back-end aumentando assim as suas possibilidades. 

Portanto, se você está iniciando e quer ter um diferencial no currículo, o Kotlin é uma boa pedida. 

Esperamos que este artigo tenha sido interessante para você. Que tal continuar no blog da Coodesh

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