Quando contratar fábrica de software e quais as alternativas?

fábrica de software

A fábrica de software parece ser a solução para startups e empresas que não têm desenvolvedores próprios. Mas será que terceirizar este serviço é a saída? Quando a contratação pode ser vantajosa? 

Costuma-se dizer que o software nunca está pronto. Ele é lançado no mercado, mas passa por atualizações constantes. A necessidade de seis meses atrás já não é mais prioridade. E, justamente por isso, ter um time próprio de desenvolvedores para criar uma aplicação pode ser mais útil. 

Entretanto, quando a gestão de pessoas não está na lista dos planos do CEO e dos demais líderes, é preciso avaliar alternativas. Por isso, confira este conteúdo para identificar qual é a melhor solução para a sua empresa: se uma fábrica de software, um ateliê de sofware, a alocação de squads ou time interno. 

O que é fábrica de software e como ela funciona? 

O termo, aliás, é mais antigo do que se imagina. Em 1968, o termo “fábrica de software” foi usado pela primeira vez pela multinacional Hitachi e relatado na obra do professor Michael A. Cusumano, chamada Hitachi–Pioneering the Factory Model for Large-Scale Software Development.

O conceito de fábrica está ligado à produção em série. Justamente por isso, o termo é visto com maus olhos por algumas pessoas, pois o software carrega um conceito diferenciado. Ele não é como um carro, por exemplo, que pode ser produzido em série. 

Talvez por isso o termo fábrica de software seja substituído por software house. Mas, na prática, o funcionamento é o mesmo. 

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Portanto, a fábrica de software é responsável por produzir softwares sob encomenda das empresas contratantes. É a terceirização do serviço de desenvolvimento. Em vez de ter uma equipe tech própria, a startup ou empresa contrata uma empresa externa para desenvolver uma aplicação, seja ela um website, um aplicativo ou um software. 

A empresa contratada fica 100% responsável pelo produto, desde os princípios básicos até a manutenção e atualização. 

Portanto, como é especializada neste nicho de mercado, a software house trabalha com templates, o que contribui para a agilidade da entrega. Mas isso não quer dizer que o projeto não seja personalizado conforme o desejo do cliente. 

Vantagens 

Quem escolhe trilhar o caminho até a fábrica de software, pode encontrar algumas vantagens, como: 

  • Contar com ferramentas já testadas; 
  • Personalização do projeto, apesar das bases já existentes; 
  • Menos risco de bugs no sistema; 
  • Atualização garantida, já que os projetos são dinâmicos. 

A principal desvantagem, no entanto, reside no fato de a empresa contratante não ter 100% do controle dos processos. Isso porque quem utiliza o sistema todos os dias pode pensar em soluções que não estão ao alcance de quem está de fora.  

O que é um ateliê de software? 

Você também já deve ter ouvido falar no ateliê de software. Ele atua de forma diferenciada à fábrica de software, pois funciona quase que como um “artesão” do projeto a ser entregue. 

Sendo assim, o ateliê se resume a um trabalho único, voltado ao propósito da marca do cliente. 

Não é difícil, por exemplo, encontrar um ateliê de software que desenvolva todas as etapas do produto, desde o MVP (Minimum Viable Product ou Produto Mínimo Viável) até o lançamento e a atualização. 

Por essa razão, o ateliê vai desenvolver estudos para entender a demanda do negócio, analisar o contexto e ouvir os stakeholders, entre outros elementos, até criar o produto final do cliente. 

Quando contratar uma fábrica de software ou ateliê de software? 

Mas, afinal de contas, quando é o caso de contratar uma fábrica de software ou um ateliê de software? 

Basicamente, quando a tecnologia não é o seu core business. Quer um exemplo? Se você representa uma rede de supermercados com lojas físicas, mas o grupo resolveu investir no digital, você pode optar por contratar uma fábrica ou ateliê para fazer seu aplicativo e mover toda a logística. 

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Além disso, se você deseja investir num produto em específico e não tem equipe para tocar o produto, apostar na terceirização pode ser uma boa saída. 

Assim, os gestores e fundadores mantêm o foco no core business e não são impactados pela montagem de uma equipe para cuidar da versão digital ou de um novo aplicativo, por exemplo. 

No entanto, se você tem uma startup com uma solução tecnológica, pode ser mais interessante ter uma equipe própria ou até mesmo contratar desenvolvedores em squads. 

Por que o mercado de software está em alta? 

A pandemia da Covid-19 mudou hábitos, trazendo o aumento das compras on-line. A economia do compartilhamento também levou à criação de startups com produtos digitais que favorecem a troca, com modelos de negócios como o Airbnb e o Uber.

Enfim, o software vem sendo mais requisitado. A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), em conjunto com o IDC (International Data Corporation), realizou uma pesquisa que apontou o crescimento de 22,9% na indústria da tecnologia no Brasil em 2021. 

O levantamento também mostrou que o Brasil passou da 10ª para a 9ª posição no ranking mundial de TI (Tecnologia da Informação). Portanto, o nosso país é o líder em inovação no mercado latino-americano. 

Assim, o contexto atual mostra que a busca por soluções tecnológicas, seja em fábrica, squad ou equipe tech, só tende a crescer. 

Quais as alternativas à fábrica de software? 

Para tomar a melhor decisão, é fundamental ter uma visão completa do problema, não é mesmo? Por isso, ao considerar contratar uma fábrica de software é bom entender que também há outras alternativas. 

Entre elas temos a criação de um time interno e a contratação de squads. Veja mais detalhadamente como funciona. 

Time interno

Criar um time interno de TI pode ajudar a consolidar a empresa e conceder mais autonomia nos projetos. Assim, a própria empresa poderá definir a tecnologia a ser utilizada. No caso de uma eventual migração, o controle do processo é total. 

De modo geral, a empresa ou startup precisará de um RH e de um Business Partner. Este profissional, por sua vez, irá contribuir com ações estratégicas para definir a contratação de pessoas com foco no negócio. Portanto, ele atuará como uma ponte entre os colaboradores e os diretores a fim de descobrir as lacunas a serem preenchidas. 

Lembrando que o time pode ser remoto, presencial ou híbrido. Nesse ponto, é interessante considerar que o trabalho remoto tem conquistado os desenvolvedores, que podem trabalhar em qualquer lugar com o devido acompanhamento dos gestores através de plataformas de gestão de tarefas. 

Squad de freelancers 

Outra alternativa à contratação de fábrica de software é a alocação de squad, também chamada de offshore. 

Nesse formato, a organização contrata uma empresa que fornece os desenvolvedores e demais profissionais envolvidos no desenvolvimento da aplicação, como designer e product owner. 

Enfim, há empresas especializadas em montagem de squads conforme as hard skills desejadas para a execução das sprints da empresa contratante. 

A escolha pode ser interessante, sobretudo quando você não tem especialistas no seu time em determinada área. Afinal, você pode contratar mais de um profissional neste formato. 

Como usar a Coodesh para montar time de desenvolvedores? 

A Coodesh é uma plataforma de recrutamento tech que conecta profissionais de tecnologia e empresas. 

Como tech recruiter ou fundador, você pode criar sua conta, testar a plataforma gratuitamente e depois optar pelo plano pago. 

Dessa forma, a Coodesh fornece uma ferramenta digital robusta para você cadastrar vagas, receber candidatos, gerenciar candidaturas, receber os perfis mais alinhados à vaga e escolher a pessoa que tem mais afinidade com a oportunidade aberta. 

Como funciona? 

  1. Primeiramente, após o cadastro na plataforma e a escolha do plano, você entra no nosso kick-off, que é basicamente uma curadoria na sua vaga (ou vagas) para deixá-la mais atrativa. Afinal, como também atendemos desenvolvedores, compreendemos as suas necessidades. 
  2. Então, é hora de colocar a mão na massa, ou seja, criar seu cadastro, anunciar suas vagas e validar os desenvolvedores candidatos. 
  3. Após a seleção dos perfis mais aderentes à vaga com a ajuda do nosso algoritmo, o terceiro passo é agendar as entrevistas. O agendamento pode ser feito via plataforma. É possível fazer as entrevistas técnicas e de fit cultural. 
  4. A partir daí, a sua empresa irá selecionar os perfis mais adequados à vaga. E não se esqueça de dar feedback aos não aprovados para deixar o processo mais humanizado. 

Conclusão

Em síntese, na hora de empreender é importante ter clareza sobre o momento do negócio, impedindo assim uma tomada de decisão equivocada. 

No que se refere à contratação de desenvolvedor próprio, squad ou fábrica de software é preciso levar em conta os recursos atuais, o nível de maturidade da sua empresa e os resultados a serem alcançados. A Coodesh pode lhe ajudar na contratação de desenvolvedores e outros profissionais de tecnologia.

Você pode entrar na página exclusiva para empresas e testar o produto grátis.

Escrito por Gizele Silva

Formada em jornalismo, sou apaixonada por comunicação e tecnologia, além de adorar descobrir as soluções que o marketing de conteúdo traz aos negócios.

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