Metodologia ágil na área tech: confira sua importância

Metodologia ágil na área tech: confira sua importância

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Descrição sobre o Talk

A metodologia ágil tem sido cada vez mais usada no desenvolvimento de software e outros departamentos das empresas. Devido à sua importância, trouxemos esse tema para o #14 Coodesh DevTalks.

Conversei com o software engineer da IBM, Allan Nobre, que é um agilista e contou como o método é vantajoso para construir software de forma incremental e com iterações curtas.

Só para lembrar, o Coodesh DevTalks é uma série de lives onde abordamos hard e soft skills mais requisitadas nos profissionais de tecnologia a fim de ajudar a preparar o desenvolvedor iniciante para o mercado de trabalho. Realizamos encontros quase todas as quartas-feiras, às 18h, transmitidas ao vivo no LinkedIn e YouTube.

Mas antes eu quero apresentar o nosso convidado. Allan Nobre é formado em Engenharia de Software pela Universidade de Brasília (UnB) e hoje trabalha como engenheiro de software na IBM.

Ele conta que trabalhar de forma ágil não é simplesmente ser ágil no fluxo de trabalho cotidiano, mas responder às mudanças de forma rápida e entregar valor no projeto.

Contudo, quem entrou agora no mercado pode não saber como era antes. Veja mais sobre isso na sequência.

Método tradicional vs agile

Antigamente se usava o método cascata. O agilista Allan Nobre conta que primeiro se obtinha os requisitos do sistema e depois se baseava o software inteiro naqueles requisitos.

Quando o projeto terminava, o mercado já tinha mudado e o cliente também já não queria seguir os mesmos requisitos.

Contudo, isso não quer dizer que o método tenha entrado em desuso com as metodologias mais modernas. Allan Nobre relatou que um colega da faculdade baseou seu TCC no método cascata. Mas ele consistia em uma aplicação de uso acadêmico, ou seja, não era para ser usado no mercado. Sendo assim, o cascata ainda pode corresponder à demanda de alguns projetos.

Mas, continuando, as metodologias de entrega de softwares foram se transformando. Após o cascata surgiu o RUP (Rational Unified Process). Ele ainda era baseado no cascata, mas já permitia voltar aos requisitos antes da finalização do projeto.

Depois disso, se começou a usar o sistema espiral e, finalmente, ao agile, que tem como principal representante o Scrum.

“Se houvesse uma mudança, tinha que fazer um replanejamento completo e um reorçamento, com uma burocracia gigantesca. Com o RUP e o espiral já se conseguiu mais maleabilidade. Assim, o cliente conseguiu enxergar as mudanças mais rápido, conseguiu ver que o seu investimento estava dando retorno”, comentou o nosso convidado.

Afinal de contas, com o avanço da internet, as pessoas ficaram ainda mais imediatistas, sendo assim, a metodologia ágil conseguiu mostrar resultados em todas as etapas.  

Tipos de metodologias ágeis

As metodologias ágeis partiram do Manifesto Ágil, em 2001, trazendo várias premissas, entre elas a de colocar as pessoas acima do processo.

Assim, surgiu o Scrum, a metodologia lean e muitos outros. A metodologia lean, por exemplo, é um tipo de gerenciamento que visa evitar desperdícios de tempo, verba, mão de obra etc. Enfim, empregando apenas o estritamente necessário para a realização de um determinado trabalho.

O Scrum é o mais conhecido, praticado com o auxílio do Kanban. Mas há pessoas que reclamam que o Scrum não é escalável. Nesse sentido, existe o Scaled Agile Framework, que auxilia os projetos a serem mais escaláveis.

Portanto, essa “salada” de metodologia ágil na área tech acaba sendo absorvida e adaptada de acordo com a necessidade de cada equipe.

Adoção da metodologia ágil

Um ponto interessante tratado no talk é sobre quando implantar a metodologia ágil na startup e como não ficar “preso” à ela.

Dessa forma, o nosso convidado comentou que é importante que a equipe tenha maturidade em agile. Se o time for formado por desenvolvedores Júnior e um Tech Lead experiente em metodologia ágil, ele poderá ficar sobrecarregado.

Mas se a equipe já tem experiência ou conhecimento sobre o método, as coisas fluirão de modo orgânico.

“É comum fazer várias calls quando a equipe não está madura em metodologia ágil. Além disso, é bom perceber que se você passa mais tempo tirando dúvidas do que codando é porque tem alguma coisa errada aí”, aponta.

Mas como identificar quando é hora de mudar? Segundo Allan Nobre, a partir do momento em que a equipe começa a se questionar. “Ela pode se perguntar se é preciso ter uma daily todos os dias. Se é possível fazer uma daily num dia e no outro conversar por e-mail sobre o projeto”, considera.

Dicas para desenvolvedores

Por último, o agilista Allan Nobre também deu algumas dicas para desenvolvedores que estão começando a trabalhar com metodologias ágeis.

Ele comentou sobre algumas tecnologias importantes. A primeira delas é o Kanban, que pode auxiliar e muito a estratégia de adoção do agile.

Mas, além disso, ele considera positivo aprender e aplicar o Jira, que permite o monitoramento de tarefas e o acompanhamento de projetos. E ainda há o ZenHub, que possui quadros para gerenciar seus projetos no GitHub.

Outro passo importante é fazer um curso com certificado em metodologia ágil. O próprio Allan Nobre conta que não tem um certificado como esse no currículo porque aprendeu na prática. Mas há muitas empresas que exigem essa comprovação.

Para finalizar, Allan Nobre disse que considera a metodologia ágil como o futuro das equipes de desenvolvimento pelas suas inúmeras vantagens, como a otimização do tempo e a organização do ambiente de trabalho.

Conclusão

E, em suma, a metodologia ágil na área tech é um ponto central e que merece a atenção do desenvolvedor, independentemente do nível de senioridade e de carreira.

Se você gostou do bate-papo e ainda tem dúvidas sobre agile ou deseja se conectar com Allan Nobre, acesse o seu LinkedIn.

Continue acompanhando os nossos DevTalks. Inscreva-se no nosso canal.

Por Cristiano Albano

CTO da Coodesh

Descrição sobre o Talk

A metodologia ágil tem sido cada vez mais usada no desenvolvimento de software e outros departamentos das empresas. Devido à sua importância, trouxemos esse tema para o #14 Coodesh DevTalks.

Conversei com o software engineer da IBM, Allan Nobre, que é um agilista e contou como o método é vantajoso para construir software de forma incremental e com iterações curtas.

Só para lembrar, o Coodesh DevTalks é uma série de lives onde abordamos hard e soft skills mais requisitadas nos profissionais de tecnologia a fim de ajudar a preparar o desenvolvedor iniciante para o mercado de trabalho. Realizamos encontros quase todas as quartas-feiras, às 18h, transmitidas ao vivo no LinkedIn e YouTube.

Mas antes eu quero apresentar o nosso convidado. Allan Nobre é formado em Engenharia de Software pela Universidade de Brasília (UnB) e hoje trabalha como engenheiro de software na IBM.

Ele conta que trabalhar de forma ágil não é simplesmente ser ágil no fluxo de trabalho cotidiano, mas responder às mudanças de forma rápida e entregar valor no projeto.

Contudo, quem entrou agora no mercado pode não saber como era antes. Veja mais sobre isso na sequência.

Método tradicional vs agile

Antigamente se usava o método cascata. O agilista Allan Nobre conta que primeiro se obtinha os requisitos do sistema e depois se baseava o software inteiro naqueles requisitos.

Quando o projeto terminava, o mercado já tinha mudado e o cliente também já não queria seguir os mesmos requisitos.

Contudo, isso não quer dizer que o método tenha entrado em desuso com as metodologias mais modernas. Allan Nobre relatou que um colega da faculdade baseou seu TCC no método cascata. Mas ele consistia em uma aplicação de uso acadêmico, ou seja, não era para ser usado no mercado. Sendo assim, o cascata ainda pode corresponder à demanda de alguns projetos.

Mas, continuando, as metodologias de entrega de softwares foram se transformando. Após o cascata surgiu o RUP (Rational Unified Process). Ele ainda era baseado no cascata, mas já permitia voltar aos requisitos antes da finalização do projeto.

Depois disso, se começou a usar o sistema espiral e, finalmente, ao agile, que tem como principal representante o Scrum.

“Se houvesse uma mudança, tinha que fazer um replanejamento completo e um reorçamento, com uma burocracia gigantesca. Com o RUP e o espiral já se conseguiu mais maleabilidade. Assim, o cliente conseguiu enxergar as mudanças mais rápido, conseguiu ver que o seu investimento estava dando retorno”, comentou o nosso convidado.

Afinal de contas, com o avanço da internet, as pessoas ficaram ainda mais imediatistas, sendo assim, a metodologia ágil conseguiu mostrar resultados em todas as etapas.  

Tipos de metodologias ágeis

As metodologias ágeis partiram do Manifesto Ágil, em 2001, trazendo várias premissas, entre elas a de colocar as pessoas acima do processo.

Assim, surgiu o Scrum, a metodologia lean e muitos outros. A metodologia lean, por exemplo, é um tipo de gerenciamento que visa evitar desperdícios de tempo, verba, mão de obra etc. Enfim, empregando apenas o estritamente necessário para a realização de um determinado trabalho.

O Scrum é o mais conhecido, praticado com o auxílio do Kanban. Mas há pessoas que reclamam que o Scrum não é escalável. Nesse sentido, existe o Scaled Agile Framework, que auxilia os projetos a serem mais escaláveis.

Portanto, essa “salada” de metodologia ágil na área tech acaba sendo absorvida e adaptada de acordo com a necessidade de cada equipe.

Adoção da metodologia ágil

Um ponto interessante tratado no talk é sobre quando implantar a metodologia ágil na startup e como não ficar “preso” à ela.

Dessa forma, o nosso convidado comentou que é importante que a equipe tenha maturidade em agile. Se o time for formado por desenvolvedores Júnior e um Tech Lead experiente em metodologia ágil, ele poderá ficar sobrecarregado.

Mas se a equipe já tem experiência ou conhecimento sobre o método, as coisas fluirão de modo orgânico.

“É comum fazer várias calls quando a equipe não está madura em metodologia ágil. Além disso, é bom perceber que se você passa mais tempo tirando dúvidas do que codando é porque tem alguma coisa errada aí”, aponta.

Mas como identificar quando é hora de mudar? Segundo Allan Nobre, a partir do momento em que a equipe começa a se questionar. “Ela pode se perguntar se é preciso ter uma daily todos os dias. Se é possível fazer uma daily num dia e no outro conversar por e-mail sobre o projeto”, considera.

Dicas para desenvolvedores

Por último, o agilista Allan Nobre também deu algumas dicas para desenvolvedores que estão começando a trabalhar com metodologias ágeis.

Ele comentou sobre algumas tecnologias importantes. A primeira delas é o Kanban, que pode auxiliar e muito a estratégia de adoção do agile.

Mas, além disso, ele considera positivo aprender e aplicar o Jira, que permite o monitoramento de tarefas e o acompanhamento de projetos. E ainda há o ZenHub, que possui quadros para gerenciar seus projetos no GitHub.

Outro passo importante é fazer um curso com certificado em metodologia ágil. O próprio Allan Nobre conta que não tem um certificado como esse no currículo porque aprendeu na prática. Mas há muitas empresas que exigem essa comprovação.

Para finalizar, Allan Nobre disse que considera a metodologia ágil como o futuro das equipes de desenvolvimento pelas suas inúmeras vantagens, como a otimização do tempo e a organização do ambiente de trabalho.

Conclusão

E, em suma, a metodologia ágil na área tech é um ponto central e que merece a atenção do desenvolvedor, independentemente do nível de senioridade e de carreira.

Se você gostou do bate-papo e ainda tem dúvidas sobre agile ou deseja se conectar com Allan Nobre, acesse o seu LinkedIn.

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Por Cristiano Albano

CTO da Coodesh

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A metodologia ágil tem sido cada vez mais usada no desenvolvimento de software e outros departamentos das empresas. Devido à sua importância, trouxemos esse tema para o #14 Coodesh DevTalks.

Conversei com o software engineer da IBM, Allan Nobre, que é um agilista e contou como o método é vantajoso para construir software de forma incremental e com iterações curtas.

Só para lembrar, o Coodesh DevTalks é uma série de lives onde abordamos hard e soft skills mais requisitadas nos profissionais de tecnologia a fim de ajudar a preparar o desenvolvedor iniciante para o mercado de trabalho. Realizamos encontros quase todas as quartas-feiras, às 18h, transmitidas ao vivo no LinkedIn e YouTube.

Mas antes eu quero apresentar o nosso convidado. Allan Nobre é formado em Engenharia de Software pela Universidade de Brasília (UnB) e hoje trabalha como engenheiro de software na IBM.

Ele conta que trabalhar de forma ágil não é simplesmente ser ágil no fluxo de trabalho cotidiano, mas responder às mudanças de forma rápida e entregar valor no projeto.

Contudo, quem entrou agora no mercado pode não saber como era antes. Veja mais sobre isso na sequência.

Método tradicional vs agile

Antigamente se usava o método cascata. O agilista Allan Nobre conta que primeiro se obtinha os requisitos do sistema e depois se baseava o software inteiro naqueles requisitos.

Quando o projeto terminava, o mercado já tinha mudado e o cliente também já não queria seguir os mesmos requisitos.

Contudo, isso não quer dizer que o método tenha entrado em desuso com as metodologias mais modernas. Allan Nobre relatou que um colega da faculdade baseou seu TCC no método cascata. Mas ele consistia em uma aplicação de uso acadêmico, ou seja, não era para ser usado no mercado. Sendo assim, o cascata ainda pode corresponder à demanda de alguns projetos.

Mas, continuando, as metodologias de entrega de softwares foram se transformando. Após o cascata surgiu o RUP (Rational Unified Process). Ele ainda era baseado no cascata, mas já permitia voltar aos requisitos antes da finalização do projeto.

Depois disso, se começou a usar o sistema espiral e, finalmente, ao agile, que tem como principal representante o Scrum.

“Se houvesse uma mudança, tinha que fazer um replanejamento completo e um reorçamento, com uma burocracia gigantesca. Com o RUP e o espiral já se conseguiu mais maleabilidade. Assim, o cliente conseguiu enxergar as mudanças mais rápido, conseguiu ver que o seu investimento estava dando retorno”, comentou o nosso convidado.

Afinal de contas, com o avanço da internet, as pessoas ficaram ainda mais imediatistas, sendo assim, a metodologia ágil conseguiu mostrar resultados em todas as etapas.  

Tipos de metodologias ágeis

As metodologias ágeis partiram do Manifesto Ágil, em 2001, trazendo várias premissas, entre elas a de colocar as pessoas acima do processo.

Assim, surgiu o Scrum, a metodologia lean e muitos outros. A metodologia lean, por exemplo, é um tipo de gerenciamento que visa evitar desperdícios de tempo, verba, mão de obra etc. Enfim, empregando apenas o estritamente necessário para a realização de um determinado trabalho.

O Scrum é o mais conhecido, praticado com o auxílio do Kanban. Mas há pessoas que reclamam que o Scrum não é escalável. Nesse sentido, existe o Scaled Agile Framework, que auxilia os projetos a serem mais escaláveis.

Portanto, essa “salada” de metodologia ágil na área tech acaba sendo absorvida e adaptada de acordo com a necessidade de cada equipe.

Adoção da metodologia ágil

Um ponto interessante tratado no talk é sobre quando implantar a metodologia ágil na startup e como não ficar “preso” à ela.

Dessa forma, o nosso convidado comentou que é importante que a equipe tenha maturidade em agile. Se o time for formado por desenvolvedores Júnior e um Tech Lead experiente em metodologia ágil, ele poderá ficar sobrecarregado.

Mas se a equipe já tem experiência ou conhecimento sobre o método, as coisas fluirão de modo orgânico.

“É comum fazer várias calls quando a equipe não está madura em metodologia ágil. Além disso, é bom perceber que se você passa mais tempo tirando dúvidas do que codando é porque tem alguma coisa errada aí”, aponta.

Mas como identificar quando é hora de mudar? Segundo Allan Nobre, a partir do momento em que a equipe começa a se questionar. “Ela pode se perguntar se é preciso ter uma daily todos os dias. Se é possível fazer uma daily num dia e no outro conversar por e-mail sobre o projeto”, considera.

Dicas para desenvolvedores

Por último, o agilista Allan Nobre também deu algumas dicas para desenvolvedores que estão começando a trabalhar com metodologias ágeis.

Ele comentou sobre algumas tecnologias importantes. A primeira delas é o Kanban, que pode auxiliar e muito a estratégia de adoção do agile.

Mas, além disso, ele considera positivo aprender e aplicar o Jira, que permite o monitoramento de tarefas e o acompanhamento de projetos. E ainda há o ZenHub, que possui quadros para gerenciar seus projetos no GitHub.

Outro passo importante é fazer um curso com certificado em metodologia ágil. O próprio Allan Nobre conta que não tem um certificado como esse no currículo porque aprendeu na prática. Mas há muitas empresas que exigem essa comprovação.

Para finalizar, Allan Nobre disse que considera a metodologia ágil como o futuro das equipes de desenvolvimento pelas suas inúmeras vantagens, como a otimização do tempo e a organização do ambiente de trabalho.

Conclusão

E, em suma, a metodologia ágil na área tech é um ponto central e que merece a atenção do desenvolvedor, independentemente do nível de senioridade e de carreira.

Se você gostou do bate-papo e ainda tem dúvidas sobre agile ou deseja se conectar com Allan Nobre, acesse o seu LinkedIn.

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Por Cristiano Albano

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