Descubra as melhores práticas para reter desenvolvedores

reter desenvolvedores

Reter desenvolvedores: essa ideia lhe causa preocupação? Certamente sim, pois os desenvolvedores costumam ficar menos tempo na empresa em relação a colegas de outras áreas, como marketing e vendas. Mas para todo problema tem uma solução. Sendo assim, conheça as boas práticas para manter esses profissionais por mais tempo na sua empresa. 

Os desenvolvedores, programadores ou DEVs são os pilares das startups. Isso porque as empresas de tecnologia dependem desses profissionais para que outros setores funcionem, e a organização tenha faturamento. 

No entanto, o mercado está tão favorável para o desenvolvedor que fica difícil ficar numa empresa por mais de dois ou três anos. Quando falamos em profissional do perfil Sênior, então, nem se fale. Esses trabalhadores chegam a ser disputados pelos tech recruiters. 

Mas além do salário compatível, piscina de bolinha e games nas startups, o que fazer para reter desenvolvedores e construir melhores resultados a longo prazo? Veja as dicas deste conteúdo. 

Desenvolvedores ficam menos tempo nas empresas 

Uma pesquisa da HR tech chilena, The Bonding, identificou um cenário desanimador pro RH. O levantamento apontou que o ciclo de vida de um desenvolvedor numa empresa é 50% menor que o de um profissional de outra área, como vendas, marketing ou finanças. 

Veja mais detalhes: 

  • 1,2 ano: tempo médio de programadores;
  • 1,9 ano: desenvolvedores Sênior;
  • 2,1 anos: líder de projetos;
  • 2,3 anos: analistas de outras áreas;
  • 2,6 anos: analistas de outras áreas do nível Sênior;  
  • 3,4 anos: supervisores de outras áreas. 

Uma pesquisa da FIA (Fundação Instituto de Administração) demonstrou outros dados incômodos para as empresas: 

  • 58,3% dos desenvolvedores acham que recebem um salário justo (nas demais áreas, essa taxa de satisfação é de 75%).  

Mas seria o salário a única razão para esse ciclo de vida profissional numa só empresa ser tão curto? 

O mercado aquecido também tem a sua parcela de “culpa”. Veja mais detalhes a seguir. 

Demanda é de 800 mil talentos até 2025 

Segundo a Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais), um levantamento prevê a necessidade de 800 mil novos profissionais de tecnologia até 2025. 

É claro que esse número envolve outros trabalhadores além de desenvolvedores, mas é bom frisar que os DEVs fazem parte desse grupo. 

Esse boom está muito ligado ao crescimento do número de startups no mercado brasileiro. Há 5 anos, eram cerca de 5 mil startups. Hoje são 13 mil. 

Outro detalhe: muitas empresas dos Estados Unidos e da Europa contratam desenvolvedores brasileiros. 

Isso porque a tecnologia usada aqui é a mesma que lá fora. Além disso, o trabalho remoto eliminou fronteiras. O domínio do inglês, principalmente em desenvolvedores Sênior, é mais um atrativo para as empresas estrangeiras. 

Reter desenvolvedores é vencer alguns desafios 

Confira, então, uma relação de motivos que favorecem as múltiplas experiências dos desenvolvedores em várias empresas. 

Transformação digital: além das lojas virtuais, outros serviços se digitalizaram, exigindo mais profissionais de tecnologia para tocar os projetos. 

Crescimento mobile: o Brasil tem 242 milhões de smartphones, e como consequência milhares de aplicativos sendo lançados, necessitando da mão de obra do desenvolvedor mobile

Vagas em abundância: todos os dias brotam vagas do chão, tamanha é a procura das empresas. Mesmo com o cenário retraído das startups com demissões em massa (em 2022), o mercado continua aquecido. 

Profissão do futuro: com as novas tendências em tecnologia, como o Metaverso, uma série de novas funções deve surgir.

Boa remuneração: os salários da área de desenvolvimento são altos. Portanto, muitos profissionais estão migrando para esse segmento. Além disso, o assédio das empresas é alto. Com o trabalho de headhunters, cria-se a expectativa de que o desenvolvedor pode ser chamado em curto espaço de tempo em outra empresa. 

Chance de empreender: outra razão para o desenvolvedor ficar pouco tempo numa empresa é a possibilidade que ele tem de empreender, fundando a sua própria startup. Ou, quem sabe, trabalhar como freelancer para várias empresas. 

Motivos de desligamento

Em muitas situações, o profissional tech muda de emprego porque o salário é baixo, mas também há outros motivos, como:

  • Liderança fraca;
  • Falta de alinhamento com a cultura organizacional da empresa;
  • Outra proposta melhor; 
  • Requisitos de trabalho conflitantes com o combinado no onboarding;
  • Falta de liberdade; 
  • Metodologias e ferramentas ultrapassadas. 

E, então, como mudar tudo isso e reter desenvolvedores na sua organização? Quando a sua empresa vai na direção contrária do que afugenta os profissionais já é um bom caminho para a mudança. 

Mas há ainda outras situações a serem pensadas. Veja, por exemplo, a diferença entre o salário emocional e o salário, que sempre marca presença nos debates do LinkedIn. 

Salário emocional vs salário real para reter desenvolvedores 

O salário líquido nem sempre ocupa o primeiro lugar no ranking de preferências do desenvolvedor. Afinal de contas, a empresa pode oferecer outros atrativos, como benefícios corporativos e um plano de carreira que estimule o crescimento. 

Por isso, faz-se a distinção entre o salário real, que é aquele que cai na conta do trabalhador todos os meses, e o salário emocional, que compreende os benefícios e atrativos da vaga. 

Nesse sentido, uma empresa que consegue gerar a percepção de salário emocional no desenvolvedor também consegue reter profissionais. 

Embora nem todos concordem, o salário emocional pode ser um motivo de atração e retenção de funcionários. 

Reter desenvolvedores com algumas boas práticas 

Diante de tudo o que foi exposto até aqui, a dúvida que muitos RHs têm é como reter desenvolvedores diante de tantos desafios externos e preferências do profissional. 

Por isso, trazemos aqui algumas boas práticas que podem ser adotadas em empresas de qualquer tamanho e segmento. 

Cuidado no recrutamento e seleção 

A retenção de talentos tech começa no recrutamento do novo membro da equipe. Um processo seletivo sério e assertivo é capaz de identificar se o candidato tem fit com a empresa. 

Além disso, é importante não mudar os requisitos depois da contratação. Por mais que o funcionário deva ser flexível às mudanças, não mude as tecnologias e as metodologias após o desenvolvedor estar integrado ao time. 

Employer branding 

Trabalhar a marca empregadora também é essencial para reter desenvolvedores. Isso porque o profissional sente-se acolhido e engajado com a marca e, assim, as chances dele permanecer na equipe são maiores. 

Eventos internos, endomarketing, benefícios corporativos, cultura de feedback, entre outras iniciativas, são muito importantes para destacar os valores da empresa. 

Ambiente inovador 

O desenvolvedor se sente desafiado em ambientes inovadores, pois trabalha motivado a criar e pensar fora da caixa. 

Portanto, seja no trabalho presencial ou no híbrido, foque no estímulo à criatividade, com autonomia e com confiança no potencial de cada trabalhador. 

Cultura de feedback 

O feedback constante ajuda o desenvolvedor a saber se está acertando. Portanto, crie políticas de feedback. A cultura organizacional da Netflix, por exemplo, valoriza o feedback 360º, que é dado pelos colegas de trabalho, independentemente do cargo. Porém, as reuniões one-a-one entre líder e liderado são essenciais. Além disso, o feedback pode ser instantâneo, sem precisar esperar uma data certa para acontecer. 

Treinamentos e educação

Outra maneira de reter desenvolvedores é investindo em treinamentos. A startup pode participar de parcerias com escolas, promover treinamentos internos, abordar os principais updates das tecnologias mais usadas na equipe, entre outras ações. Portanto, o conceito de people growth deve estar sempre presente. 

Conclusão 

Reter desenvolvedores e outros profissionais de tecnologia pode ser a chave para o crescimento contínuo da startup, pois não se tem tanto desgaste com a taxa de turnover na área tech. 

Embora a rotatividade seja natural e esperada, é importante que os desenvolvedores fiquem mais tempo na empresa contribuindo com os resultados e sentindo-se realizado profissionalmente. 

Agora que você chegou até o final do conteúdo, aproveite para conhecer mais sobre a Coodesh. Somos uma HR Tech que ajuda empresas a encontrar talentos através de uma plataforma completa de recrutamento e seleção. 

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Escrito por Gabriel Ferreira

Co-fundador/COO na Coodesh, Bacharel em Sistemas de Informação, empreendedor, especialista em produto e desenvolvedor de software. Ajudo recrutadores e CTOs a automatizar o processo de avaliação técnica através da plataforma Coodesh com desafios alinhados as reais demandas do mercado tech.

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