Como avaliar full-stack: confira dicas para recrutadores

como avaliar full-stack

Como avaliar full-stack está na pauta dos tech recruiters. Isso porque o perfil é um dos mais buscados pelas empresas com equipes de tecnologia. Afinal, este profissional é multitarefa e pode atuar em várias áreas dos projetos executados. 

Contudo, a profissão não é regulamentada. Assim, o profissional não é obrigado a apresentar um diploma de faculdade. No entanto, ele precisa comprovar conhecimento técnico para aplicá-lo nas tarefas do dia a dia. 

Somente com o currículo, o tech recruiter não tem condições de fazer uma boa escolha. Desse modo, cabe ao RH e ao gestor da área saber como avaliar full-stack. Por essa razão, apresentamos dicas de recrutamento e testagem neste conteúdo. Aproveite bem a leitura! 

O que é Full-stack? 

Vamos começar do começo? Full-stack é uma palavra em inglês que significa “Pilha completa”. O termo foi usado pela primeira vez por Carlos Bueno, antigo engenheiro do Facebook, em 2010, para designar o perfil profissional que atua basicamente em duas frentes: front-end e back-end.

O profissional é considerado “pilha completa” por unir conhecimentos de duas especialidades tão importantes do desenvolvimento web. Assim, o termo back e front já dizem muita coisa. 

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O back-end trabalha nos bastidores fazendo a ponte entre os dados do navegador e o banco de dados da aplicação. Enquanto isso, o front-end é a parte visual de um site com a qual podemos interagir, como um botão de envio de dados de um formulário. 

Portanto, o DEV desse perfil deve reunir várias skills para desempenhar suas funções. Há quem diga que o desenvolvedor Full-stack não existe, pois de certa forma ele será especializado em back ou em front-end. 

Polêmicas à parte, o fato é que as empresas contratam Full-stack developers conforme suas demandas internas. Para selecionar o candidato apto, é muito importante testá-lo para conhecer, de antemão, as suas habilidades. 

Como avaliar e contratar Full-stack? 

Como você viu acima, o desenvolvedor Full-stack está presente de ponta a ponta do projeto. É seu papel saber usar as principais linguagens, frameworks e bibliotecas pedidas para escrever determinado código-fonte. Por isso, entre as suas stacks estão HTML, CSS e React.js, além de muitas outras. 

Mas também é interessante (e desejado) que o DEV Full-stack tenha conhecimento de arquitetura da informação, já que ele precisa saber organizar os dados disponíveis. 

Muitas vezes, ao receber os primeiros currículos, o tech recruiter precisará estar alinhado com o gestor da equipe de desenvolvimento, como um tech lead ou diretamente o CTO (Chief Technology Officer ou Diretor de Tecnologia), para identificar as stacks necessárias, visto que cada empresa tem autonomia para trabalhar com determinadas linguagens e metodologias. 

Entretanto, é preciso ter conhecimento prévio da área. Se a vaga pede habilidades em JavaScript, e o desenvolvedor informa que usa TypeScript isso quer dizer que ele vai além e pode ser aproveitado na vaga. 

Dicas de recrutamento de Full-stack 

Dependendo da sua posição, o desenvolvedor Full-stack precisa ter conhecimento amplo e ser multitarefa. Eis aqui algumas áreas e conhecimentos desejados: 

  • Front-end: é a parte das interfaces gráficas e a comunicação com o usuário. As principais tecnologias são Angular, React.js e Vue.js (pelo menos uma delas); 
  • Back-end: é a infraestrutura interna do software. As principais linguagens empregadas no back-end são Java, C#, PHP e JavaScript (Node.js).
  • Banco de Dados: coleta ou recupera os dados, exigindo conhecimento nas vertentes  SQL e NoSQL. 
  • Mobile: criação de apps para aplicativos móveis, trazendo muitos conceitos do front-end. 

Com conhecimentos nestas áreas, o desenvolvedor Full-stack deve ser avaliado além do seu currículo. Saiba algumas dicas dos nossos especialistas em recrutamento tech: 

Recrute por competências 

Como falamos, não se prenda ao currículo e aos anos de experiência (ou a falta deles). Para colocar na prática como avaliar Full-stack é muito importante ter mecanismos para avaliar as competências do candidato. 

Isso porque ele pode ser um entusiasta da tecnologia desejada para a vaga e tê-la estudado a fundo, mesmo sem nunca ter trabalhado na exata área. Além disso, também pode ter contribuído com projetos open-source no GitHub ou ter sido consultor na área. 

Revise o job description

Para atrair candidatos alinhados às expectativas da empresa, capriche no job description, mas mesmo assim revise o conteúdo antes de publicar. 

Isso porque é importante abrir brechas para considerar a participação de juniores no processo ou ainda pessoas que tenham interesse em áreas correlatas. A dica de como atrair e avaliar full-stack é estar atento às tecnologias pedidas na vaga. Isso porque elas têm que ser coerentes com a realidade do mercado e as expectativas da comunidade. 

Apoie-se nas comunidades de diversidade 

Equipes diversas têm melhores resultados. Com isso em mente, converse com o gestor da área e considere aplicar vagas afirmativas para Full-stack developers. Para preenchê-las, conte com o apoio das comunidades DEVs após pesquisar sobre as mais engajadas. 

Teste no começo ou no fim do processo 

Como dissemos anteriormente, os testes são fundamentais para encontrar os candidatos ideais para o momento da sua startup. 

Desse modo, é de fundamental importância realizar testes para Full-stack de maneira que se possa analisar as suas habilidades. 

Mas para não deslocar o seu CTO ou Tech Lead das suas sprints, é interessante contar com testes prontos das plataformas de assessments. 

Nesse sentido, o teste pode ser aplicado no início do processo seletivo para escolher apenas os currículos cujos candidatos foram bem nas avaliações. Ou então, realizar todas as etapas iniciais e a entrevista de fit cultural para, finalmente, efetuar as provas técnicas com os candidatos mais alinhados ao perfil da vaga. 

Dê feedbacks estruturados 

Outra dica de como avaliar Full-stack é dar o devido feedback aos candidatos em todas as etapas. Não há nada que decepcione mais os candidatos do que responder de forma genérica, como “obrigado, mas escolhemos um perfil mais compatível à vaga”. 

Portanto, avalie os pontos positivos e de melhoria dos candidatos para que eles possam crescer profissionalmente para os próximos processos em que estiverem participando. 

Como avaliar Full-stack com testes técnicos? 

Os testes técnicos conseguem identificar a capacidade de o candidato resolver problemas de código, usar a linguagem/framework na prática e demonstrar sua capacidade de entrega. 

Pensando nisso, a Coodesh oferece testes práticos via plataforma. Assim, o tech recruiter poderá verificar o desempenho do profissional em cada teste solicitado. 

Entre os testes oferecidos estão: 

  • Scorecard: é uma autoavaliação onde o candidato informa seu nível de conhecimento nas tecnologias usadas pela empresa; 
  • Fast Challenge: é uma prova teórica com perguntas de múltipla escolha sobre os recursos cobrados pela empresa no job description. Hoje em dia a Coodesh possui mais de 40 testes prontos, como React.js, Node.js, PHP, Git, entre outros; 
  • Coding Challenge: é um recurso disponível na Coodesh que avalia o código escrito pelo desenvolvedor em todas as senioridades e perfis, com correção automatizada.
  • Project Challenge: é um processo mais aprofundado de análise de código onde a empresa pode conhecer a forma como o desenvolvedor pode contribuir com os projetos do seu time. 

Conclusão 

A avaliação técnica bem conduzida acarretará na escolha de perfis profissionais mais alinhados à sua empresa. 

Além disso, do lado do desenvolvedor, ele saberá o que lhe espera no novo desafio profissional, pois já foi testado nas tecnologias e metodologias que serão usadas. Por essa razão, a Coodesh está disponível para lhe ajudar.

Conte conosco entrando no site e cadastrando o seu perfil para começar a utilizar a plataforma.

Escrito por Gizele Silva

Formada em jornalismo, sou apaixonada por comunicação e tecnologia, além de adorar descobrir as soluções que o marketing de conteúdo traz aos negócios.

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