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BDD na prática: entenda o que é e como funciona

Um software tem uma vida útil. Portanto, as atualizações visando deixá-lo mais assertivo podem levar ao sucesso ou ao fracasso. Por isso o uso de metodologias ágeis é tão importante para deixar o sistema sempre em dia. O BDD, na prática, é baseado em testes que vão nortear o comportamento do software ao longo da sua vida útil e, ao mesmo tempo, integrar as equipes.

Sendo assim, para melhorar as funcionalidades e prevenir bugs, existem muitas metodologias aliadas. O BDD (Behavior Driven Development ou Desenvolvimento Orientado ao Comportamento) é uma metodologia baseada em comportamento muito utilizada pelas empresas.

Saiba neste artigo como funciona o BDD, na prática, e se é interessante estudar esta área.

Basicamente, o BDD utiliza um conceito de metodologia que prioriza o compartilhamento pela equipe de desenvolvimento, pelo time da qualidade e pelo pessoal da área de negócios. Como resultado, tem-se um produto que responde à expectativa do cliente, com a otimização do tempo de todos os envolvidos no processo.

Mas o que o BDD tem a ver com o TDD? Como foi sua criação? Veja na sequência mais informações sobre essa metodologia.

Como foi a criação do BDD?

O BDD, na prática, é um complemento ou uma evolução do TDD, que é o Test Driven Development. Embora muitas pessoas acreditem que ele veio para substituir o TDD, criado por Kent Beck.

Isso porque, basicamente, o TDD propõe a elaboração de testes simples antes da definição do código. Mas como testar e o que avaliar?

Foi assim que, em meados do ano 2000, Dan North apresentou a metodologia do BDD pela primeira vez. A sua intenção era trazer pessoas não técnicas para o entendimento da testagem das funcionalidades dos programas, mantendo os testes.

Vem daí outro cunho comportamental da metodologia, pois quando se desenvolve um software corre-se o risco de deixar de lado algum conceito usado pela equipe de negócios ou ainda manter-se estritamente técnico.

Por consequência, não é apenas a equipe de devs que escreve os cenários de testes. Sendo assim, três agentes interagem para criar o produto: o Product Owner (PO), o Quality Analyst (QA) e o developer. É o que Georgie Dinwiddie chamou de “regra dos três amigos”. Assim, se obtém melhores resultados na descrição dos testes.

Enfim, busca-se respostas para algumas questões, como:

  • o que testar;
  • como denominar os testes;
  • como entender porque um teste falha;
  • onde iniciar.

Nesse contexto, confira no próximo tópico porque é vantajoso aderir ao BDD.

Quais são as vantagens ao escolher o BDD?

Em síntese, a escolha da metodologia baseada no comportamento do software ao longo da sua utilização, com a integração da equipe, traz vantagens como:

  • melhoria da comunicação: geralmente, cada pessoa da equipe trabalha em uma etapa quando se refere a um software. Contudo, com o BDD, developers e testadores (as) trabalham integrados. Assim, a metodologia gera mais compartilhamento de conhecimento.
  • visão do todo: com o trabalho realizado de forma integrada, tem-se uma visão de todas as etapas do processo de desenvolvimento e testagem do software.
  • documentação dinâmica: as equipes podem documentar mais facilmente o sistema, sem gastar um esforço adicional para isso.

Cenários

Reforçando, portanto, a facilidade trazida pelo BDD na comunicação entre a equipe, veja um modelo de testes do BDD em que cada cenário é dividido em 3 blocos: 

  • Given: dado um determinado contexto (tem-se determinada reação);
  • When: quando ocorrer algo;
  • Then: então se espera algo.

Exemplo: dada (given) uma nova promoção, quando (then) ela for lançada oficialmente, então (then) será enviada uma notificação a um determinado grupo.

Paralelamente, uma série de frameworks é utilizada, como: Jbehave, EasyB e Spock.

Vale a pena investir nessa metodologia?

Aprofundar-se no BDD é uma boa pedida para developers Júnior para enriquecer o currículo

O BDD é uma metodologia que está sendo bastante utilizada pelas áreas de desenvolvimento em geral, inclusive de games. Por essa razão, é interessante entender melhor como ela funciona e se dedicar aos estudos.

Afinal de contas, um (a) profissional do nível Júnior deve apresentar hard skills desejadas no mercado. Nesse sentido, quando mais rico estiver o seu currículo, melhor.

Para concluir, o BDD na prática funciona como uma importante ferramenta de testagem e de início de atualização para softwares. O objetivo é melhorar as funcionalidades, escrevendo códigos que vão ao encontro das necessidades dos clientes.

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Escrito por Gizele Silva

Formada em Jornalismo pela UEPG e especialista em Mídia e Política. Experiência de 18 anos em jornalismo diário. Desde 2017, atua com Marketing de Conteúdo. Atualmente, sou produtora de conteúdo da Coodesh.

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