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Como avaliar diferentes perfis de DEVs

Se a tela preta do computador assusta muita gente, para os developers ela é o ponta pé inicial do trabalho. Por isso, eles são tão requisitados em empresas, startups, órgãos do governo, instituições de ensino e muito mais. Mas a oferta é menor do que a demanda, que cresce a passos largos por causa da transformação digital. Sendo assim, é importante saber como avaliar diferentes perfis de DEVs antes de contratar, pois o sucesso de um negócio também depende da área de desenvolvimento.

Um cenário recente, divulgado na revista Exame, mostra que faltam 264 mil programadores (as) em todo o Brasil. Isso porque há uma média de 420 mil oportunidades e apenas 156 mil DEVs. Além disso, como a maior parte das empresas contrata para serviços remotos, o developer pode trabalhar em qualquer parte do país ou do mundo se tiver interesse e as habilidades requisitadas para as vagas.

Startups

Esse crescimento da demanda, portanto, está muito ligado ao fenômeno do aumento das startups em solo brasileiro. Veja a evolução do setor:

  • 12.700 em 2019;
  • 10.000 em 2018;
  • 5.147 em 2017;
  • 4.273 em 2016.

Muitas dessas startups estão associadas ao aquecimento dos negócios on-line. Aliás, a pandemia da COVID-19 despertou, em milhares de pessoas, o desejo de consumir produtos de e-commerces. Só para se ter uma ideia, a 42.ª edição do estudo Webshoppers, elaborado pela Ebit Nielsen em parceria com a Elo, demonstrou que 7,3 milhões de brasileiros fizeram suas compras on-line entre abril e junho pela primeira vez.

Por trás de cada compra on-line, assim como muitos outros serviços, há um batalhão de developers zelando pela experiência do usuário e pelo funcionamento dos sistemas.

Desse modo, é preciso lembrar que existem vários tipos de funções e linguagens dentro do desenvolvimento de sistema e, portanto, diferentes perfis de DEVs. Cerca de 20 linguagens são mais comuns, exigindo assim um perfil diferenciado da pessoa desenvolvedora.

Na hora de atrair DEVs e montar um time de colaboradores (as) para qualquer ramo de negócio é imprescindível avaliar os talentos do universo tech, que é tão dinâmico e inovador.

Sendo assim, conheça nesse artigo o que são e o que fazem as pessoas desenvolvedoras das áreas de:

  • Front-end;
  • Back-end;
  • Full-stack;
  • DevOps;
  • Mobile;
  • DataScience.

Portanto, acompanhe os próximos tópicos. Boa leitura!

Perfil de Front-end

O Front-end é o developer que atua diretamente com o que o usuário vê e experimenta na tela do computador, tablet ou smartphone. Atualmente, segundo o levantamento Developer Survey de 2020, realizada pelo site Stack Overflow, 37,1% das pessoas desenvolvedoras se intitulam Front-end.

Portanto, ao contratar um Front-end Developer é bom se atentar a alguns detalhes. Um deles é identificar se ele (a) domina linguagens como HTML, CSS e Javascript. Assim, a pessoa poderá desenvolver telas de aplicação projetadas pelo arquiteto e pelo designer.

E, por falar em designer, é interessante que ele entenda o funcionamento básico de alguns softwares, como Illustrator, Photoshop, Adobe XD, entre outros, para assim seguir a mesma linha do projeto. Isso sem falar que algumas empresas contratam pessoas com domínio em Front-end para desenvolver sites e blogs em WordPress. Sendo assim, é válido conhecer essas áreas.

Além disso, apesar de não precisar desenvolver trabalhos em back-end é interessante que o (a) profissional compreenda o básico dessa área “irmã”. Isso porque os códigos desenvolvidos precisam “conversar” para que o trabalho seja bem-sucedido.

É bom lembrar que, assim como saber avaliar diferentes perfis de DEVs, é importante saber quais pontos principais exigir do candidato a Frond-end Developer.

Portanto, um dos requisitos é o total domínio sobre a linguagem Javascript, que é a mais usada pelos Front-end developers. Assim, com essa base, ele (a) pode atuar com web, criar aplicações desktop e mobile, além de participar do desenvolvimento de jogos.

Perfil de Back-end

O recrutamento deve ficar atento ao domínio de linguagens

O (a) desenvolvedor (a) Back-end está diretamente envolvido nos pedidos do cliente da sua empresa de tecnologia ou startup. Afinal de contas, ele é responsável pelo funcionamento de todo o sistema que está por trás da nossa visão.

Assim, ele (a) precisa ter uma clara noção de linguagem de programação. Além disso, quem atua nessa função fica responsável pelos códigos, fazendo de tudo para que as funcionalidades sejam executadas dentro do esperado.

Na maioria das vezes, esse (a) profissional não é indicado para desenvolver sites, nem precisa se preocupar em conhecer o dispositivo ou a versão do navegador que está sendo usado pelo usuário. Mas em compensação deve saber sobre tudo que roda no servidor.

Na prática, é preciso verificar se a pessoa desenvolvedora dessa função domina algumas linguagens, como C#, PHP, Python e Javascript. Basicamente, o Back-end developer vai atuar em uma ou duas linguagens. Isso porque se ele é especialista em Java não terá interesse em trabalhar com Python.

É interessante citar que a função domina mais da metade do mercado, segundo pesquisa do perfil de DEVs realizada no início de 2020. Conforme os developers ouvidos, 55,2% deles são Back-end developers, ocupando assim o primeiro lugar no ranking.

Perfil de Full-stack

O Full-stack developer é o (a) profissional que domina as duas funções: back-end e front-end. Sendo assim, é sorte encontrar uma pessoa assim disponível no mercado na hora do recrutamento tech.

Mas ao encontrar é importante avaliar algumas características na entrevista técnica, como a intenção do candidato de entregar a melhor experiência possível em HTML, CSS, JS e imagens.

Para complementar, o Full-stack ocupa o segundo lugar no ranking mundial da Stack Overflow, com 54,9% de developers que responderam ocupar essa função na pesquisa formulada no início de 2020. Em primeiríssimo lugar, como você já leu aqui, está o perfil em Back-end, com 55,2%.

Portanto, o (a) profissional que atua em Full-stack é considerado mais completo e, por isso, muito desejado nas empresas, pois eles vão acompanhar o projeto do começo ao fim. Contudo, isso aumenta o peso sobre os ombros dos full-stack developers, que têm que se manter atualizados.

Perfil de DevOps

O DevOps atua conjuntamente com as áreas de sistemas e TI

O que é um DevOps? O termo está ligado à expressão Desenvolvedor & Operações. Ele (a) atua, conjuntamente, nas áreas de sistemas e infraestrutura. Portanto, é responsável por otimizar a produtividade dos developers e aumentar a confiabilidade das operações durante todo o processo, desde o início até a entrega ao cliente. 

Segundo a Stack Overflow, 12,1% dos developers atuam nessa função. Mas esse índice pode aumentar nos próximos anos, já que o (a) profissional está sendo bastante requisitado nas empresas.

Afinal de contas, o movimento DevOps preza por soluções ágeis e colaboração entre profissionais de desenvolvimento e TI. Sendo assim, esses dois departamentos trabalham em conjunto, respondendo de forma mais rápida às necessidades do negócio.  

A profissão, portanto, pode ser considerada recente. Aliás, o termo DevOps foi usado pela primeira vez em 2008, no Canadá, no encontro de developers da Agile Alliance. Um ano depois, surgiu a conferência Velocity, criando o movimento DevOps, começando assim a expandir a ideia da importância dessa área.

Em 2016, por exemplo, o estudo da C.A Technologies colocou o Brasil como a quarta maior referência mundial na área de DevOps, com 16% das empresas brasileiras adotando esse modelo em seus negócios.

Portanto, para analisar o perfil desse (a) desenvolvedor (a) no processo de seleção é interessante observar o nível de qualificação da pessoa, principalmente em conhecimento em TI, experiência em testes, integrações, monitoramento de software, entre outros.

Acima de tudo, deve-se perceber no (a) profissional DevOps o desejo por romper antigas culturas e buscar o novo. Isso porque ele precisa abrir a mente para novos paradigmas.

Perfil de Mobile

A pessoa desenvolvedora Mobile atua basicamente no desenvolvimento de recursos e softwares para smartphones. O developer dessa área pode desenvolver programas para os dois principais sistemas operacionais existentes na atualidade: o Android (Google) e o iOS (Apple). Hoje ele (a) representa 19,2% das pessoas desenvolvedoras em todo o mundo, segundo a pesquisa da Stack Overflow.

Dessa forma, o (a) desenvolvedor (a) pode trabalhar com sistemas intranet, extranet e aplicativos, sendo o último deles bastante comum na profissão.

Mas qual é o grau de conhecimento de um (a) profissional Mobile? Na verdade, ele (a) precisa dominar as seguintes linguagens, conforme o tipo de sistema:

  • Android: Java, Android Studio, Android Swift, C#.NET, ASP.NET, Unity 3D, Volley, entre outros;
  • iOS: Objective-C, Swift, Material Design, além de outros.

Contudo, além dessas linguagens, é interessante que o (a) profissional com perfil Mobile também tenha familiaridade com outros itens da área tech, como metodologias ágeis, push notifications, certificados, login e logout, integração de APIs, entre outros. Além disso, como em todos os outros perfis de DEVs, é interessante ter inglês intermediário.

Muitas empresas ou clientes também cobram experiência em desenvolvimento mobile, Amazon Web Services, programação responsiva e conhecimento em banco de dados, além de outros aspectos.

Portanto, para ter uma boa performance, é interessante que o developer com perfil em Mobile tenha, sobretudo, capacidade de organização, lógica de programação e ainda algum curso na área de desenvolvimento.

Perfil de DataScience

O perfil em DataScience é responsável por transformar os dados recebidos

Os developers com perfil em DataScience, também chamados de cientistas de dados, formam um categoria relativamente recente no RH Tech. Eles (as) são muito requisitados (as) pelas empresas por terem habilidades e competências mais analíticas, participando ativamente das equipes de supervisão.

Basicamente, o DataScience é responsável pela análise de dados. Eles podem chegar estruturados, não-estruturados e semi-estruturados às suas mãos, sendo assim transformados e organizados através da sua capacidade analítica.

De acordo com levantamento da Stack Overflow, pelo menos 8,1% dos DEVs se declaram como DataScience. Contudo, a profissão está entre os primeiros colocados nos Estados Unidos, mostrando assim uma tendência de crescimento.

Portanto, se sua empresa ou startup está contratando cientista de dados é bom lembrar de observar as seguintes habilidades:

  • Big Data;
  • Analytics;
  • algoritmos;
  • capacidade de transformar dados em informações;
  • linguagens de programação, como R e Python;
  • visão apurada de negócios;
  • conhecimento em Estatística, Matemática, Ciência da Computação e ainda Machine Learning.

Portanto, esses profissionais estão na mira das empresas. Afinal, a área estará em evidência nos próximos anos, proporcionado maior evidência ao (à) profissional capacitado para gerar modelos baseados em análises avançadas de dados.

Como contar com uma empresa de recrutamento tech ao avaliar perfis de DEVs

Algumas empresas recorrem às redes sociais, agências de recrutamento e seleção comuns ou indicações de colegas para compor o time quando precisam de novos profissionais com diferentes perfis de DEVs.

Pensando em otimizar o tempo das empresas e selecionar profissionais assertivos que se encaixam perfeitamente nas necessidades dos times, a Coodesh atua no mercado de seleção e recrutamento tech.

Com uma equipe remota e clientes nacionais e internacionais, a startup realiza testes de perfil comportamental e entrevistas técnicas com tech recruiters atualizados e capacitados.

Concluindo, empresas e startups com diferentes perfis de DEVs estão num mercado competitivo, no qual a qualidade do time de desenvolvimento tem grande peso na entrega dos resultados.

Justamente por isso é importante tomar todos os cuidados na hora de fazer novas contratações, desde a divulgação da vaga até a decisão final pelo candidato.

Nesse sentido, a Coodesh tem expertise comprovada na hora de levar soluções para os RHs de empresas e startups de todos os portes. Saiba mais solicitando uma demonstração.

Escrito por Gizele Silva

Formada em Jornalismo pela UEPG e especialista em Mídia e Política. Experiência de 18 anos em jornalismo diário. Desde 2017, atua com Marketing de Conteúdo. Atualmente, sou produtora de conteúdo da Coodesh.

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