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O que é Design Sprint e como ele funciona?

ilustração design sprint

As empresas têm vivido a transformação digital. Porém, nem sempre o conceito e a entrega estão próximos. Por isso, metodologias ágeis são usadas nos processos internos. O Design Sprint é uma delas. Saiba mais sobre ele e se vale a pena estudar essa abordagem.

Num passado não muito distante, os processos eram segmentados e demorados. Mas com a dinâmica implantada pela digitalização dos procedimentos, os times tiveram que se adaptar. Só assim, as empresas puderam continuar competitivas e atuantes no mercado.

Nesse contexto, o desenvolvimento de um produto, digital ou não, exige um olhar mais conciso e ágil. Mas, ao mesmo tempo, deve atender à necessidade do mercado.

Como, então, resolver esse impasse? Acompanhe mais detalhes a seguir do que é Design Sprint.

O que é Design Sprint?

O Design Sprint é uma metodologia de trabalho que visa encurtar o prazo de entrega com o envolvimento de todos os setores focados no mesmo objetivo, que é o de apresentar uma solução para a dor do cliente.

Nesse sentido, ele se baseia em 5 pilares, desenvolvidos em igual período de dias, objetivando a apresentação de uma solução. Sendo assim, empresas de todos os segmentos e portes, sobretudo em tecnologia, podem adotar essa metodologia.

Em suma, a abordagem visa gastar menos tempo e dinheiro no desenvolvimento de um projeto ou produto. A seguir, acompanhe como foi a sua origem.

Como a abordagem foi criada?

Em meados de 2010, o designer Jake Knapp criou a metodologia Design Sprint. Assista ao vídeo para saber mais.

Mais tarde, ela foi tema do livro escrito por ele, chamado simplesmente de “Sprint” e com o sugestivo subtítulo de “O método usado no Google para testar e aplicar novas ideias em apenas cinco dias”.

Como você verá adiante, a metodologia sugere, justamente, o uso de cinco dias para planejar, executar e testar um produto. O prazo, aliás, faz jus ao nome da abordagem. Embora não haja uma tradução literal em português, ela representa a ideia de “tiro rápido” e “corrida rápida” para exprimir a ideia de metodologia ágil.

Só para complementar, o subtítulo do livro se refere ao Google, pois a metodologia foi usada em várias startups ligadas ao GV (antigamente Google Ventures), que é uma ventural capital do Google (financiadora de empresas inovadoras, como a Uber).

Então, como entender o seu processo de implantação nas equipes? Saiba mais conferindo o próximo tópico.

Como implantar o Design Sprint em 5 dias?

Envolvimento de cada pessoa da equipe é importante para cumprir as etapas

O conceito do Design Sprint é pautado na agilidade dos processos, desde o planejamento e elaboração do protótipo até a testagem do produto. Dessa forma, acompanhe a seguir como implantar a metodologia seguindo 5 passos, sendo cada um para um dia da semana.

Primeiro dia: Definição

Trata-se, basicamente, da definição do problema. Portanto, pode se tratar de um lançamento ou do ajuste de uma falha de um produto.

Segundo dia: Divergência

Esta etapa se assemelha muito com o brainstorming. Mas o diferencial é que cada pessoa da equipe recebe incentivo para encontrar uma solução própria para o problema definido na etapa anterior.

Terceiro dia: Decisão

É um dia crucial para a metodologia, pois define-se a solução com base nas sugestões apresentadas e na viabilidade dentro do prazo disponível.

Quarto dia: Prototipação

Coloca-se, finalmente, a ideia aprovada em prática. Não se trata de apresentar o produto pronto ao cliente, mas de se criar um protótipo fiel à sugestão apresentada.

Quinto dia: Validação

O quinto e último dia é reservado para os testes, medições, análises e aprendizagem com o protótipo desenhado. É possível ainda aproveitar o fim do dia para descartar o que deu errado e aprimorar o que deu certo.  

O Design Sprint serve para todos os projetos?

Como você viu até aqui, o objetivo do Design Sprint é encurtar o caminho para a apresentação da solução a um problema do cliente.

Mas será que ele serve para todos os casos? Especialistas apontam que não. Isso porque quando se começa um projeto do zero e sem referências, é preciso dedicar mais tempo ao planejamento. Sendo assim, é necessário adotar outras metodologias ágeis.

No entanto, quando se segue um padrão de produtos a serem desenvolvidos, essa abordagem é bem eficiente. Afinal, ela evita atrasos e promove a união de todos os esforços.

Lembrando, é claro, que a equipe precisa estar 100% focada nesse método para que ele alcance os resultados. Do contrário haverá sobrecarga de trabalho e falta de foco.

Outra condição é que a empresa tenha um (a) Master Sprint. Em síntese, essa pessoa comandará todo o sprint, administrando a evolução das etapas e ajudando a resolver as dúvidas dos participantes.

Vale a pena estudar a abordagem?

Para estagiários (as) e profissionais do nível Júnior é interessante ter mais esse conceito na manga para participar dos processos seletivos, pois o Design Sprint é cobrado por muitas empresas e pode ser um diferencial na hora de escolher alguém para compor o time.

Isso porque a abordagem pode ser usada em três ocasiões:

  • para criar um conceito;
  • a fim de validar uma hipótese;
  • para acelerar uma ideia inicialmente conhecida.

Conclusão

O Design Sprint é um tipo de metodologia ágil que traz resultados para a empresa que deseja (e precisa) diminuir os atrasos e engajar a equipe, focando no atendimento às necessidades do cliente.

Portanto, ele é uma ferramenta capaz de entregar resultados rápidos com a otimização do tempo das equipes. No entanto, é preciso ter o entendimento necessário de que o problema se encaixa no tempo disponível para a entrega do resultado e ainda sem comprometer a qualidade.

E, então, se interessou por esse conteúdo, mas deseja conhecer mais sobre as metodologias ágeis utilizadas nas empresas? Aproveite para continuar no blog da Coodesh e conhecer mais abordagens.

Você também pode saber como anda o mercado de trabalho conferindo as vagas para DEVs no nosso site.

Escrito por Gizele Silva

Formada em Jornalismo pela UEPG e especialista em Mídia e Política. Experiência de 18 anos em jornalismo diário. Desde 2017, atua com Marketing de Conteúdo. Atualmente, sou produtora de conteúdo da Coodesh.

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