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Cultura home office: vantagens e desafios para Devs e equipes tech

Desde março de 2020, no Brasil, muitas pessoas deixaram os escritórios para trabalhar oficialmente em casa. Embora a cultura home office seja amada por uns e odiada por outros, não há como negar que ela se fortaleceu após a pandemia. Mas será que o trabalho remoto restringe a atuação ou abre oportunidades para as pessoas de tecnologia? Acompanhe algumas reflexões neste conteúdo.

Por um lado, o teletrabalho exige a adaptação de quem não estava acostumado a gerir os próprios horários e tarefas. Por outro, abre novas possibilidades. Isso porque a pessoa desenvolvedora pode trabalhar para empresas estrangeiras e receber em moedas mais valorizadas que o real. Além disso, pode dar o start que faltava ao projeto de ser um(a) nômade digital.

Já para as lideranças resta a missão de reordenar os processos para coordenar as equipes remotamente. Nesse sentido, muitas empresas são nativas no home office, reunindo digitalmente centenas de pessoas que conversam todos os dias, mas que nunca se viram pessoalmente. É o caso da InVision (plataforma de design digital), que tem 700 funcionários(as) em trabalho 100% remoto.

Então, acompanhe a seguir um pouco do histórico desse modo de trabalhar para compreender melhor a cultura home office.

Cultura home office: como tudo começou

A cultura home office é mais antiga do que se imagina. Se formos lembrar das aulas de História vemos que os artesãos da Idade Média trabalhavam em casa. Apenas com a chegada da Revolução Industrial é que eles deixaram o home office para trabalhar nas indústrias.

Mas foi em meados de 1857 que o trabalho remoto surgiu nos Estados Unidos. Isso graças ao telégrafo, que é um parente (muito) distante dos aplicativos de mensagens. Aliás, usava-se para a transmissão e recepção de mensagens que envolviam o trabalho. Assim, os(as) trabalhadores não precisam sair de casa para continuar produzindo.   

No entanto, foi a partir dos anos 70 que o home office ganhou corpo. Isso porque a crise do petróleo levou milhares de empresas a cortarem despesas, inclusive com o transporte dos funcionários.

Nesse contexto, o Brasil começou a ter os primeiros focos de teletrabalho. Mas foi somente em 2017, ou seja, muito recentemente, que o trabalho remoto foi reconhecido na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) com a  Lei 13.467 (Reforma Trabalhista).

Por dentro das leis: o trabalho remoto segue as normas da CLT

Dev encontra vagas remotas nas mais diferentes carreiras

Justamente por ser reconhecido em lei, o trabalho dentro da cultura home office está longe da informalidade.

Segundo a lei citada anteriormente, o teletrabalho é “a prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo”. Nesse sentido, os direitos básicos do contrato regido pela CLT são:

  • carteira assinada;
  • férias;
  • 13º salário;
  • depósitos do FGTS.

Além disso, os equipamentos de trabalho podem ser negociados com o empregador, já que o artigo 2° da CLT adianta que o empregador tem a obrigação de custear as despesas do seu negócio.

Mas as normas da CLT também são usadas para embasar os contratos como PJ. Nesse caso, cabe uma negociação entre o developer e a empresa contratante no que diz respeito à carga horária, benefícios e uso de equipamentos.

Cultura home office: suas principais vantagens

Como você viu até aqui, a cultura home office é antiga, mas se fortaleceu após a pandemia. Para se ter uma ideia, uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que 30% das empresas pretendem manter o home office mesmo depois do controle da pandemia. Enquanto isso, 54% dos(as) profissionais pretendem sugerir às suas lideranças manter o trabalho remoto.

Mas quais seriam os atrativos do trabalho 100% remoto? Para as empresas de tecnologia e startups o principal benefício consiste em abrir o leque de possibilidades para encontrar os melhores talentos tech, seja dentro ou fora de sua cidade. Isso se encaixa na necessidade de preencher vagas de carreiras mais raras e com nível de senioridade.

Já para os developers, o atrativo das vagas remotas está em ganhar mais trabalhando de sua casa ou de um coworking para grandes startups, não se estressar com congestionamento ou gastar com transporte público e, além de tudo, estar à vontade no seu local de trabalho.

Trabalho remoto: os desafios de manter a produtividade e a cultura organizacional

Mas, por outro lado, existem desafios para manter o home office produtivo, bem como a cultura organizacional já que não há encontros físicos para reforçar os processos.

No que se refere à produtividade, um bom exemplo vem das lideranças da InVision. A empresa nasceu em 2011 e hoje, com 700 funcionários, ainda adota o home office.

É uma questão de resultados, não de onde seu endereço IP está localizado

Mark Frein, gerente de RH da InVision

Como se percebe, gerando resultados para a empresa, pouco importa se o trabalho é remoto, híbrido ou presencial. Nesse sentido, é essencial que todos os(as) colaboradores(as) estejam alinhados no mesmo propósito e nas mesmas diretrizes.

Neste caso, o RH também precisa ter uma visão voltada ao trabalho remoto. Afinal, ele deve garantir que todas as pessoas trabalhadoras estejam bem, com recursos e ferramentas necessárias para tudo acontecer conforme o esperado.

E quando se fala em RH Estratégico, onde se deve identificar e incentivar o desenvolvimento das pessoas do time, os desafios também estão presentes. Isso porque é necessário quebrar as barreiras da distância geográfica para acompanhar cada pessoa, assim como no trabalho presencial.

Cultura home office: um passo para ser nômade digital

Passar uma temporada no Brasil, outra no Canadá ou ainda em Portugal. Parece bom, não é mesmo? Como developer é possível ser um(a) nômade digital. Mas para isso é preciso planejamento.

Afinal de contas, o Dev deve ter uma boa rede de contatos, um bom controle financeiro e um plano B para caso seja preciso voltar. Sendo assim, é importante começar a fazer uma reserva financeira, equivalente a 4 vezes o salário mensal pretendido, para começar. Assim, você consegue se bancar nos primeiros meses antes de receber os primeiros salários.

Conclusão

Em suma, a cultura home office está muito presente nas equipes de desenvolvimento. Basta dar uma rápida olhada nas vagas de emprego para Devs para identificar o quanto as vagas remotas brotam todos os dias.

Mas é preciso que o teletrabalho seja tão organizado quanto o presencial, com o alinhamento às leis, com atenção à produtividade e aos resultados da empresa.

Você, como Dev, gostaria de investir no trabalho remoto? Então, acompanhe as vagas abertas em startups, para as mais diferentes carreiras, e que foram anunciadas na plataforma da Coodesh.

Somos uma startup de recrutamento tech totalmente remota. Acesse o site e cadastre-se como developer para fazer nossos desafios e aumentar as suas chances de contratação.

Escrito por Gizele Silva

Formada em Jornalismo pela UEPG e especialista em Mídia e Política. Experiência de 18 anos em jornalismo diário. Desde 2017, atua com Marketing de Conteúdo. Atualmente, sou produtora de conteúdo da Coodesh.

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